Santé! Participei, recentemente, da celebração dos 125 anos da Bodega Luigi Bosca. O representante da quarta geração da família e CEO, Alberto Arizu Jr., veio ao Brasil especialmente para celebrar.
A bodega, fundada em 1901, por Leoncio Arizu, é reconhecida como a pioneira na produção de vinhos argentinos finos e de alta gama. Os Arizu são referência na Argentina, são relevantes nas inovações da agricultura do país, fato que lhes rendeu ativa participação na criação da primeira D.O.C. da Argentina em 1989, a Denominação de Origem Luján de Cuyo, Mendoza/AR. Um dado importante é que Dom Leoncio sempre acreditou no potencial dos solos mendocinos e na importância dos seus vinhedos. Praticam uma vitivinicultura 100% sustentável, onde seus rótulos recebem todos os selos de certificação. Cultivam e produzem vinhos de diversas variedades e os seus Malbecs têm expressão intensa da fruta e menor intensidade de madeira com toda a peculiaridade do terroir.
O compromisso atual da produtora é dar uma remasterizada no Malbec. Criar estilos cada vez mais elegantes, puros e contemporâneos, e mostrar que Mendoza produz sim vinhos de alta qualidade além do Malbec. Entretanto, cá para nós, o queridinho dos brasileiros continua sendo o vinho da uva Malbec, que representa 55% dos envios ao país pela Importadora Decanter.
Ademais a bodega Luigi Bosca foi a primeira no portfólio da Decanter. Sob a curadoria de Adolar Hermann, a bodega está no Brasil há quase 30 anos. Coincidentemente uma das marcas mais queridas e ventáveis da importadora. A linha La Linda é das mais consumidas no Brasil.
Sob a direção do enólogo-chefe Pablo Cuneo, a marca lançou dois novos rótulos: Filos Chardonnay 2023, de nariz complexo, fresco e mineral, um branco de altitude (R$ 935); e León Cabernet Sauvignon, em homenagem ao fundador Leoncio Arizu. Um Cabernet rico em aromas e sabores, vinhaço. (R$ 975)
Sou apreciadora e consumidora dos vinhos da Luigi Bosca. A bodega produz do simples ao complexo. E sem exceção, com muita qualidade.
Exemplo dos vinhos La Linda, varietais de Chardonnay, Torrontès, Malbec, Cabernet Sauvignon (R$ 87), além do espumante (R$ 87) e do Sweet Viognier (R$ 100), que são vinhos bem acessíveis e muito fáceis de beber. Passando pelas linhas De Sangre e Los Nobles (valores entre R$ 250 à R$ 700) vinhos mais robustos e expressivos. E do ícone Paraíso (R$ 968), o qual é de alta gama, incontestável, representante dos melhores Malbecs da Argentina.
Premiada recentemente, em 2025, como a “Melhor Vinícola do Novo Mundo” pelo Wine Star Awards da revista Wine Enthusiast, a bodega vem se destacando por sua trajetória, inovação e proposta de luxo contemporâneo. Em 2022 a bodega inaugurou seu complexo enoturístico, a Finca El Paraíso, e 44% dos visitantes são brasileiros.
Enfatizo que o Brasil é o maior mercado de exportação da Luigi Bosca, recebendo 26% do volume exportado em 2025. Foram 580.000 litros ou 64.442 caixas de 9 litros.
Saliento ainda que em fevereiro de 2010 eu e o meu grupo de Enoamigos fomos conhecer a Luigi Bosca, a tradicicional Leoncio Arizu, fundada pelo próprio, ficamos maravilhados. Agora, se você, como eu, ficou com vontade de conhecer, a nova Finca El Paraíso, entre no site www.luigibosca.com / @bodegaluigibosca e faça a sua reserva.
Aqui em Santos os vinhos da Luigi Bosca estão à venda na Enoteca Decanter, @decantersantos e também no Pão de Açucar.
Até a Próxima taça!
momentodivino@atribuna.com.br