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Confraria dos 12
por José Alberto Clemente Junior degustação de 04/11/2009
ENOAMIGOS 11-01-2009
confraria dos 12


REUNIÃO EM NOVO FORMATO

"Na quarta-feira, 04/11, a Confraria dos 12 reuniu-se na Decanter para sua degustação semanal, mas em um formato novo. Em vez de degustações previamente escolhidas, os confrades elaboraram, na hora, a sequência de vinhos. O resultado foi positivo, com escolhas acertadas, vinhos interessantes e uma excelente relação preço-prazer (apenas R$ 28 por pessoa!).

O primeiro vinho foi um branco alemão, da região do Nahe, um Donhoff Riesling Trocken QbA 2007. De cor amarelo palha, um vinho com boa acidez, bastante leve, com apenas 10,5% de álcool. No olfato, notas de abacaxi e toques minerais. O diferencial é o paladar pronunciadamente doce, lembrando compota de abacaxi, quase geleia, remetendo inclusive a mel. Um vinho leve, saboroso, que vai agradar paladares delicados e elegantes (R$ 85,50).

vinhos da noite


Em seguida, foi servido outro vinho branco, uma produção especial da região de Madiran, na França: Le Jardin Philosophique d'Alain Brumont 2006. A uva é autóctone, a pouco conhecida Petit Courbu. Com 14,5% de álcool, mas equilibrado, não se mostra excessivo na boca. Cor amarelo dourada, bem mais intensa que o anterior, e um olfato bastante peculiar, de muita mineralidade, lembrando inclusive querosene, ou pedra de isqueiro. Aparece ainda alguma fruta, pera, talvez. No paladar, expressa-se muito sua mineralidade, com notas de petróleo, aparecendo sua boa acidez, que remete a pomelo. Depois de um tempo, morre no copo; mesmo assim, considero um vinho interessante, com melhores resultados gastronômicos (R$ 78,25).

Provamos então o Domaine La Bastide Douce Folie 2005, tinto da região do Languedoc, na França. Vinho de corte interessante, com as uvas Syrah, Grenache, Carignan e Merlot. Visualmente atraente, de um rubi luminoso, límpido. Um vinho correto, bastante prazeroso. Seus odores são generosos, com algo de especiarias (como pimenta do reino, noz moscada), e também frutas vermelhas. Na boca, boa acidez, algo de frutas vermelhas frescas; agradou verdadeiramente (R$ 41,80).

O seguinte foi o Chateau La Gasparde Côtes de Castillon 2006, um vinho tinto da região de Bordeaux, com corte de Merlot, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon. De um rubi intenso, não tão cristalino, e nariz fechado, um pouco misterioso. No paladar, notas evidentes de framboesa e álcool pouco aparente (13%). Um vinho que destoou, mereceria uma nova oportunidade; talvez apresente melhor resultado com alguma harmonização gastronômica (R$ 77,45).

Por fim, um vinho tinto da Nova Zelândia, de Ohiti Estate, Brooksfield 2006, varietal de Cabernet Sauvignon. Cor rubi intensa, ligeiramente opaco. Agradou demais, com seu olfato exuberante, de chocolate e frutas vermelhas. Na boca, predominam as frutas, com muita cereja e notas de morango, sem destacar os 13% de álcool. Equilibrado e persistente, possivelmente o melhor da noite (R$ 107,57).

É isso aí, confrades.
Mãos à obra!
Enoabraços a todos!
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enoamigo Beto
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