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Momento DiVino "Vinho do Porto, muita tradição" 17/03/17 - A Tribuna Jornal - Santos
MOMENTO DIVINO 17-03-2017

Santé!

Fortificado ou generoso é como se define o vinho com alto teor de álcool. Assim são os Portos, vinhos densos, saborosos, aromáticos e com grau alcoólico elevado, nos quais brancos e tintos contém de 16,5°GL à 24° GL.

Como é sabido, na vinificação o processo de fermentação é espontâneo, transformando açúcar da uva em álcool. Para se obter maior gradação alcoólica há que se adicionar aguardente vínica ao mosto. Com relação aos vinhos do Porto para manter-se a doçura das uvas colhidas e mais alcoolicidade, a adição da aguardente vínica é feita durante a fermentação natural, o que resultará num Porto doce. Em contra partida no Porto seco essa mesma adição ocorrerá depois do término absoluto da fermentação, ou seja, quando todo o açúcar já transformou-se em álcool. Enfim, seco ou doce, o Porto tem suas peculiaridades na vinicultura global.

A região do Vinho do Porto, no Douro, em Portugal, foi a primeira no mundo a ser demarcada e regulamentada oficialmente em 1756 pelo Marquês de Pombal. Ele, o criador da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, iniciando a instalação das Feitorias onde “marcos pombalinos” delimitavam a área produtora do Vinho do Porto. Hoje, ainda existem estruturas graníticas espalhadas pela Região.

A região duriense é caracterizada por um solo granítico e xistoso, e o Porto é conhecido como um vinho que nasce da pedra. Realmente quem já esteve por lá pode atestar o quão delicado e trabalhoso é o cuidar desses vinhedos estabelecidos em encostas, esculpidos no mais belo cenário vinícola do mundo.

Tradicionalmente a Vila Nova de Gaia, situada às margens do rio Douro, subúrbio do Porto, é o local onde esses vinhos depois de fermentados e fortificados são recebidos. Lá finalizados, amadurecidos, envelhecidos e, posteriormente exportados. Antigamente esse traslado era feito pelo rio nos conhecidos barcos “rabelos”, estilo viking. Hoje caminhões tanque lideram essa logística. Sem contar também que muitos produtores permanecem e elaboram seus vinhos em suas propriedades no Vale do Douro, legalmente. As castas usadas são típicas da região, dentre as principais cito as brancas Malvasia Fina, Gouveio, Viosinho e Rabo de Ovelha e as tintas Tourigas Franca e Nacional, Tinta Barroca, Amarela e Roriz, Tinto Cão e etc.

Os Portos tem estilos diferentes derivados da cor e do seu envelhecimento:

Branco – mescla de vinhos brancos de origens e anos distintos, mais leve e menos alcoólico, dourado, vai do seco ao doce; Rosé – mescla de uvas tintas pouco maceradas. Jovem, frutado, fresco, delicado e leve; Ruby – mescla de vinhos tintos de várias origens e anos. Vermelho rubi intenso e doce. Estagia em madeira aproximadamente por 2 anos. É jovem, simples e mais acessível dos Portos; Tawny e Tawny por Idade – mescla de vinhos tintos de várias origens e anos. É o mais versátil e deve estagiar o mínimo de 3 anos. O Tawny por idade pode atingir 10, 20, 30 ou 40 anos em madeira. O simples é concentrado de cor âmbar e normalmente menos doces que o Ruby. Os de idade são muito mais complexos e longevos; Colheita – vinhos tintos de uma única e ótima colheita com estágio madeira mínimo de 7 anos. É um Tawny de uma única safra. O rótulo deve estampar as datas de colheita e do engarrafamento. Aveludado e complexo; Late Bottled Vintage (LBV) – safrado e engarrafado tardiamente. Tinto de uma só colheita, mas não de um ano excepcional. Estagia em barrica de 3 a 6 anos, é mais leve na cor e sabor do que o Vintage. Vintage Character ou Crusted Port – mescla de tintos de vários anos, e apesar do nome não tem safra específica, mas é produzido como o Vintage. Passa de 4 a 6 anos em madeira, e pode formar uma crosta na garrafa se mantido por tempo indeterminado. Potentes e prontos para beber; Garrafeira – tinto de uma só colheita que após envelhecer em casco de madeira por 7 anos permanece na cave por décadas em bombonas de vidro de 10 litros. Complexo e longevo; Vintage – tinto de única e excelente colheita, alguns de único vinhedo. Engarrafado aos 2 anos de idade onde envelhece. Pronto para consumo depois de 20 anos de garrafa. Complexo e longevo. Elite dos Portos junto com os Tawnys por Idade, Garrafeira e Colheitas.

Participei da maior mostra de vinhos do Porto no Brasil, a Porto & Douro Wine Tasting 2017/SP. Sob a organização do Instituto do Vinhos do Douro e do Porto e produção da EV Essência do Vinho, degustei os melhores e mais aplaudidos Portos. Destaquei três. Até a próxima taça! momentodivino@atribuna.com.br




PROVEI E INDICO


Graham’s Porto Tawny 10 Anos (750ml)

Cor: âmbar brilhante 20°GL

Nariz: nozes, figos e mel

Boca: doce, acidez excelente, potente, saboroso, maduro e longo

Mistral Import. R$ 231,00



PROVEI E INDICO


Quevedo Porto White 30 Anos (500ml)

Cor: dourado escuro intenso 20°GL

Nariz: mel, amêndoas, uva passas, especiarias, buquê

Boca: doce, acidez perfeita Premium Import (ainda não disponível)



PROVEI E INDICO


Krohn Porto Vintage 1965 (750ml)

Cor: vermelho rubi brilhante acastanhado 21°GL

Nariz: mix de frutas vermelhas e negras, licor de cassis e chocolate

Boca: doce, frescor inusitado, maduro, denso, longo, maravilhoso

World Wine Import R$ 1.100,00

Servir levemente gelado com aperitivos, queijos, sobremesas e charutos


 


 



 
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